Em pálido sepulcro, jaz, alheia,
A forma branca, em mármore cinzelada,
Como se a alma, de dor atormentada,
Encontrasse na pedra a doce veia.
Seu rosto, frio, em transe se alheia,
De toda a angústia da humana jornada,
Como uma estrela, no céu apagada,
Que em eterna luz se banha e ceia.
No peito inerte, a cruz que lhe perdoa
Os pecados da vida, já finada,
E a rosa rubra, que a morte atoa,
