Nos túmulos, sob o império das miasmas,
Há o pranto lúgubre que a treva encerra,
Onde o espectro inerme vaga pela terra
Entre cruzes de pedra e velhos fantasmas...
Jaz a saudade no abismo infinito,
No seio frio de um eterno remorso;
Junto com prece, um breve Pai-Nosso,
Onde o carinho socorre o aflito...
Os mármores guardam a triste dormência,
Do amor sepultado na dor mais obscura,
E da tua voz que o silêncio devora...
Foram enlevos de escassa existência,
Fatais nostalgias na noite escura,
De lembrança que minh'alma inda chora...
