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domingo, 16 de setembro de 2012

Rosário de Cristo

Morreu... Desencarnou da vil matéria...
A mãe, que naquele quarto à morte jazia,
Exalava uma paz, sacrossanta, funérea,
Na serenidade que ao céu à morte Elegia...

Nas mãos encarquilhadas, finas, de claros veios,
Um rosário do Cristo, como quem por ela chorava.
Parecendo rogar pelas almas, e os nossos anseios,
Com tanto Amor, que por elas seu sangue deitava.

Súbito ecoou um suspiro, dolente, profundo!
Adeus, Senhora! – murmurei. Foste do mundo,
Das dores vis, lacerantes, miseráveis, tenebrosas.

Alma que da vida se esvaiu, serena, imaculada,
Que triunfou sobre a matéria, atroz, dilacerada.
Restará a gratidão, e esplendor das muitas rosas!