domingo, 21 de maio de 2017

Teu Silêncio

Eis que este amor fenecido, lutuoso,
E com minh’alma soturna tão dolorosa;
Diante desta visão cadavérica, formosa,
Verto ainda amor, póstumo, saudoso...

Em negra veste, sombria e merencória,
Minh’alma contrita verte-se em pranto...
Nesta contemplação de fulgido encanto,
De tanto sentimento nesta dedicatória...

Na serenidade de sombrio paramento,
Ainda caberá tanto deslumbramento
Que todo este amor em palavra tece...

Pois em teu lábio convulsivo, e mudo,
Ainda vejo como que bendizendo tudo,
As sílabas simbólicas de nossa Prece!


2 comentários:

Marta Aragão disse...

Vc escreve ocom a alma mesmo com tudo sentimento de dor expressa seu amor.

Ivone disse...

Lindo, seus versos são feitos de palavras sentimentais de amor por quem se "foi", a morte tem seus mistérios, mas é gratificante poder ter palavras para se dizer do amor que se viveu e que se foi, pois nada é para sempre em matéria vivente, mas a alma, ah, essa é eterna!
Abraços apertados amigo Antonio!