sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Gênese em Mármore Brumal

 Oh! Que gélido, que dor atroz funérea...
Onde o luto em triste pranto acorda!
De que éter, nessa lápide cinérea,
Vem a dor, que n'alma hoje aborda!

Sublimações das almas, glória celestial!
Revelam o amor que a cripta ignora;
Gélidas moradas, silentes e sideral,
Dos encantos, do Cristo que a alma adora!

Finda aos céus um acorde antes fugaz,
Em glória astral, vibrante, apaixonada
Níveo Salmo, que o luto não consome!

Clarão angélico, sinfônico que apraz,
Da transcendência, mística e velada,
E do consôlo, sacrário do seu Nome! 










Um comentário:

  1. Óla, aqui estou pela primeira vez.
    Mas, que escrita poderosa!
    Realmente, somos sugados pelo ambiente que crias entorno das palvaras que chegam, de garras afiadas, ao leitor...
    Cumprimentos!

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